A Vida consagrada só atinge seu verdadeiro significado quando é vivida em clima de aliança . O Vaticano II especifica que “os religiosos devem ser no mundo testemunhas alegres da aliança”. Ser cristão em qualquer estilo de vida, é realizar e viver uma aliança com Deus. Deus deu e dá todos os passos para poder realizar, em nosso nível humano, uma aliança real. Sua entrega levou-o a fazer-se homem em Jesus Cristo .
Este “te amou e se entregou por ti” de modo desinteressado; foi o homem totalmente para os outros: Fez de sua vida uma doação total e radical ao Pai e aos homens; viveu um processo humano onde a comunicação com o pai foi o motor de sua existência, conduzindo-o a não por limite algum e a viver sempre aberto à escuta da vontade do pai para realizá-la, aceitando o sacrifício e o risco no caminho que o levou à plenitude da ressurreição e a transformar-se no “senhor diante de quem todo joelho se dobra”.
Ele deseja, espera anela que você dê os mesmos passos para aliar-se com ele e poder assim alcançar sua plenitude e estar com ele para sempre. Mediante a identificação na aliança, o eu do homem e Deus se unem perfeitamente e pode-se chegar a exclamar como São Paulo: “eu vivo mas não mais eu: Cristo é que vive em mim” (Gal 2,20). Chega-se assim a saborear, experimentar, viver e manifestar a alegria que proporciona o ser totalmente de Cristo. Uma alegria que “nada nem ninguém poderá nos tirar.”
A fé só é viva quando imersa no ambiente da aliança. Uma aliança que todos estamos chamados a viver e testemunhar se desejamos ser fiéis e conseqüentes com o grande dom da fé que Deus nos deu e que nós aceitamos. Que verdadeiramente nossa vida consagrada seja sim uma aliança onde de fato buscamos viver profundamente a fidelidade em nosso compromisso assumido diante de Deus e da Igreja e não apenas um contrato em que estou sempre querendo acrescentar uma nova cláusula como conveniência para não assumir o compromisso a qual Deus me confiou.