
O tabaco é uma planta da qual é extraído uma substancia chamada nicotina. Seu uso
surgiu aproximadamente no ano 1000 a.C., nas sociedades indígenas na América Central, em rituais mágico-religiosos com objetivo de fortalecer, purificar, proteger e contemplar os guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha o poder de prever o futuro.A planta provavelmente chegou ao Brasil pela migração das tribos tupis-guaranis. No início utilizado com fins medicinais, através de cachimbos, difundiu-se rapidamente entra a Europa, África e Ásia, no século XVII. No século seguinte a moda foi aspirar rapé, pois a rainha Catarina de Médicis, da França utilizava para aliviar as enxaquecas.
No século XIX, usavam charutos em toda Europa, Estados Unidos e demais continentes para demonstrar ostentação. O cigarro propriamente dito começou a ser consumido por volta de 1840, mas seu consumo aumentou somente após a Primeira Guerra Mundial. Com as técnicas avançadas de publicidade e marketing no século XX, o tabaco tornou-se popular em todo mundo.
A partir da década de 60 surgiram os primeiros estudos relacionando o cigarro as doenças; hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do cigarro, tanto para os tabagistas, quanto para os não fumantes que ficam expostos a fumaça. A nicotina pode provocar dependência psicológica e física. A nicotina age no cérebro um minuto após a primeira tragada; em pequenas quantidades pode ser estimulante mas em doses maiores costuma provocar depressão. Como a nicotina é tóxica, é comum que se passe mal nas primeiras tragadas, mas, como ela logo cria tolerância, isso diminui ou desaparece, chegando a seguir a dependência. A nicotina vicia mais rapidamente que o álcool e pode viciar ainda mais rápido que a heroína.
Nome Científico: Nicotina tabacos
Nome utilizado pelos usuários: Cigarro, charuto, cachimbo, rapé, tabaco de mascar.
Status: Como o tabaco é uma droga legal, nada acontece. Pode ocorrer restrições de uso em alguns lugares como shoppings e restaurantes. Por outro lado por uma questão de direito dos outros e de educação deve-se evitar fumar em presença de outras pessoas para nos expô-las à fumaça.
Utilização: O tabaco não tem uso médico. Porém, em alguns casos de tratamento contra as drogas é usado como um redutor de ansiedade. Segundo o Prof. Dr. José Rosemberg, existem 7 tipos de tabagistas:
Fumantes de situações especiais (reuniões sociais).
Fumantes pelo prazer sensorial e pela manipulação do cigarro.
Fumantes que buscam aumentar o prazer de situações por si só agradáveis. Estima-se que esta seja a forma mais comum. Este tipo pode passar horas sem fuma até que se apresente outra situação convidativa.
Fumantes de situações desagradáveis. A dispersão que o cigarro lhes proporciona, a derivação da emotividade e a satisfação do ritual de manipulação do cigarro são facilitadores para enfrentar melhor estas situações.
Fumantes que buscam os efeitos estimulantes da nicotina, pensando obter ajuda na concentração do trabalho mental ou acalmia para manter o bom desempenho durante tarefas monótonas, ou ainda para vencer situações de tensão.
Fumantes impulsionados a fumar a cada 15 ou 30 minutos para aliviar ou evitar os sintomas desagradáveis da falta de nicotina.
Fumantes que ascendem automaticamente um cigarro um após o outro e só se sentem seguros com um cigarro na mão.
Os 3 primeiros tipos não estão farmacologicamente presos ao tabaco; os 4 últimos já são nicotino-dependentes, sendo os dois últimos em maior grau, podendo ser classificados como tabacômanos.
Sintomas Físicos: O tabaco produz uma ação irritante sobre as vias respiratórias, desencadeando uma maior produção de muco e dificuldade na sua eliminação, a irritação continua leva a inflamação dos brônquios, bronquites crônicas. As secreções dificultam a passagem do ar o que origina obstrução crônica do pulmão e sérias complicações como enfisema pulmonar. Ocorre também a diminuição da capacidade pulmonar, como conseqüência a resistência a atividades físicas. Por outro lado a relação causa-efeito entre o tabaco e o câncer do pulmão, existe uma forte relação entre o risco de desenvolver a doença e a quantidade de tabaco consumido, idade de inicio do consumo, número de inspirações que se faz por cada cigarro fumado e o costume que se tem de manter o cigarro na boca entre uma e outra inspiração. O sistema cardiovascular é um grande afetado também, podendo aparecer doenças como: arteriosclerose, que dá base para enfartos, AVC por trombose ou hemorrágicos.
O tabagismo materno afeta negativamente o crescimento fetal, esta droga também dá origem ao aumento de taxas de aborto espontâneo, complicações durante a gravidez e do parto e nascimentos prematuros.
Fumadores crônicos também podem ter úlceras digestivas, faringites e laringites, afonias e alterações do olfato, pigmentação da língua e dentes, assim como disfunção das papilas gustativas, cancro do estômago e da boca.
Efeitos Psicológicos: A nicotina atua no cérebro quase que de imediato, dando uma sensação recompensante para o usuário. Embora o tabaco seja uma droga estimulante, a maioria dos tabagistas considera-a relaxante, esta sensação deve ao fato de uma vez instalada a dependência de fumar acalmar a ansiedade que é gerada pelo não consumo.
Tipos de comportamento: Euforia, sedação leve, aumento do prazer sexual e maior probabilidade de sexo sem proteção, acidentes durante o consumo, sufocação e coma. Risco de uso compulsivo e prejuízo do sistema imunológico (defesa).
Síndrome de Abstinência: A Síndrome de abstinência, que ocorre quando o indivíduo para de fumar, é um conjunto de sintomas como agitação, sudorese (suar muito), irritabilidade, tontura, insônia e dor de cabeça, nervosismo, inquietação, ansiedade, fadiga, mudança do ritmo cardíaco, depressão, constipação intestinal, dificuldades de concentração e realização de trabalho, mesmo os automáticos.
Estes sintomas chegam a demorar semanas para cessar. Existem pessoas que param de fumar aos poucos, acostumando-se devagar, com a idéia de não fumar mais, adquirindo assim novos hábitos, mais saudáveis, modificando outros, menos saudáveis. Outros cortam o cigarro de uma hora para outra e suportam todas as conseqüências decorrentes. Porém, a maioria dos fumantes já tentou parar e não conseguiu, por não resistir a ficar sem o cigarro ou por falta de uma motivação realmente forte. Fatores que interferem na dificuldade dos fumantes largar o vicio:
- oralidade: o prazer de se levar tudo a boca.
- ansiedade: pessoas ansiosas não conseguem ficar paradas então ascendem um cigarro.
- hábito: o cigarro faz parte das atividades cotidianas.
- constantes estímulos: propagandas, pessoas fumando, etc.