
É consumida pela humanidade há cerca de dez mil anos, desde a descoberta da agricultura, usavam-na para obter óleo, suas sementes eram consumidas como alimentos. A planta parece ter sido originaria da China, apesar das evidencias apontarem para a Ásia Central. Os chineses mesmo antes de cristo já usavam a planta com fins farmacêuticos e demonstravam que já conheciam seus poderes alucinógenos. Hindus, Himalaias, Indianos e no Tibet utilizavam a planta em rituais religiosos e místicos.
Durante a antiguidade, os gregos e romanos atilizavam-na como medicamento para alguns tumores e observaram que o uso continuado poderia causar esterilidade masculina e redução do leite na mulher. A partir do século XVIII, as plantas começaram a ser catalogadas e estudadas de modo científico, sendo que a medicina passou a utilizar a maconha com propósitos terapêuticos, as indicações voltaram-se para o tratamento de asma, tosse e doenças nervosas. Mas relatos de complicações como quadros depressivos e psicóticos foram publicados e nos Estados Unidos o Movimento de Temperança, que alertava os efeitos indesejáveis de algumas drogas e propunha regulamentar uma conduta para prescrevê-las. Alguns radicais pregavam a proibição, inclusive do álcool.
A partir da década de 10, diversas substancias foram proibidas dentro do território americano e os países europeus acompanharam a tendência. Hoje existem movimentos que pregam a legalização da maconha advogando que os índices de dependência são baixos e os danos da proibição (violência e marginalidade) são mais danosos que o consumo, alegam ainda que a planta tem propriedades medicinais e a utilização de suas fibras poderia ajudar na economia.
Nome Científico: Cannabis sativa.Alguns paises como Canadá e estados norte-americanos aceitam a prescrição do tetraidrocanabial como estimulador do apetite em pacientes com câncer e AIDS, além de inibidor de náuseas e vômitos para pacientes submetidos a quimioterapia.
Sintomas Físicos: O uso continuado da maconha causa danos a vários órgãos,como os pulmões, a fumaça é mandada diretamente ao órgão o que é muito irritante, podendo trazer problemas respiratórios, como a bronquite.O alcatrão, substancia encontrada em grande quantidade na fumaça da maconha carrega o benzopireno, conhecido como cancerígeno, isto aumenta as chances do usuário contrair a doença, porém não é regra. O hormônio masculino, testosterona, pode ser diminuído de 50 à 60%, reduzindo a quantidade de espermatozóides no líquido espermático, o que leva à infertilidade, este é um efeito que desaparece quando a pessoa deixa de fumar maconha, porém o uso da droga não tem relação com a impotência ou perda de desejo sexual.
Os efeitos fiscos agudos são poucos: os olhos ficam avermelhados (hipermia das conjuntivas), a boca fica seca (xerostomia) e o coração dispara (taquicardia).
Efeitos Psicológicos: O uso continuado da maconha interfere com a capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir um estado de amotivação, isto é, não vão sentir vontade de fazer mais nada, pois tudo fica sem graça e importância. Este efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso a maconha pode levar algumas pessoas a dependência, ou seja, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso de maconha, sendo que tudo o mais perde o seu real valor.
Os efeitos psíquicos agudos dependerão da quantidade de maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas os efeitos são uma sensação de bem estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado, vontade de rir. Para outras pessoas os efeitos são mais para o lado desagradável: sentem angustia, ficam aturdidas, temerosas ao perder o controle da cabeça, tremulas, suando, há ainda evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo na memória e atenção. Assim sob a ação da maconha a pessoa erra grosseiramente na discriminação do tempo, tendo a sensação que se passaram horas quando na realidade foram alguns minutos.
Quanto aos efeitos na memória eles se manifestam principalmente na chamada memória a curto prazo. Aumentando a dose e ou dependendo da sensibilidade a pessoa pode até ter delírios e alucinações, o que pode levar ao pânico e conseqüentemente a tomar atitudes perigosas.
Síndrome de Abstinência: A síndrome de abstinência da maconha é constituída predominantemente por sintomas psicológicos. A presença e a intensidade dos sintomas físicos estão intimamente relacionados com a quantidade, a dose, a freqüência e a duração do consumo. A síndrome de abstinência e a síndrome de dependência são mais acentuadas entre os usuários crônicos, quando interrompem subitamente o consumo pesado. Na maioria das vezes, os pacientes não necessitam de tratamento especifico para a síndrome de abstinência, já que os sintomas não chegam a ser incapacitantes e graves.
Não existe um tratamento específico para o abuso de Canábis, com exceção dos pacientes com transtornos psiquiátricos coexistentes.
Clinicamente, a síndrome de abstinência induzida pela maconha caracteriza-se pela presença de:
- Alterações psicológicas: fissura, ansiedade, excitação psicomotora e irritabilidade;
- Alterações fisiológicas: insônia, anorexia, taquicardia, perda ponderal, aumento da temperatura corporal, tremores nas extremidades superiores, sudorese e náusea.