HEROÍNA

 

A heroína é descendente direta da morfina. A heroína, ao entrar na corrente sanguínea e atingir o fígado, é transformada em morfina.


A droga tem sua origem na papoula, planta da qual é extraído o ópio. Ao processar o ópio é produzida a morfina e em seguida a heroína. A papoula é cultivada principalmente no México, Turquia, China, Índia e nos paises chamados de triangulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia).
A morfina é um alcalóide, que deprime o sistema nervoso central e foi a primeira droga opiácia a ser produzida em 1803. Com suas propriedades analgésicas, foram muito utilizadas para tratar de feridos durante a Guerra Civil Americana, ao terminar a guerra, os médicos perceberam seu alto potencial de causar dependência, mas continuaram usando-a para tratar de tosse, diarréia, cólicas menstruais e dores de dente, com o aumento alarmante da dependência, cientistas passaram a pesquisar um substituto seguro para a morfina.

 

Nos laboratórios Bayer na Alemanha em 1898, surgiu o que acreditou-se ser um substituto ideal: diacetilmorfina, uma substância três a cinco vezes mais potente que a morfina, devido a isso, foi considerada “heróica”, portanto batizaram-na com o nome de heroína.


Acreditou-se durante 12 anos que a heroína poderia substituir a morfina seguramente. Porém notou-se que a heroína podia criar dependência física e psicológica em 1 a 2 semanas de uso contínuo. Em 1912, os Estados Unidos assinaram um tratado internacional para acabar com o comércio de ópio no mundo e dois anos depois aprovou uma lei que proibia o uso de opiáceos e na mesma década criou mecanismos judiciais que tornaram a heroína ilegal. A heroína geralmente é consumida por injeção intravenosa porém pode ser aspirada ou fumada.


Algumas teorias recentes mostram que ninguém morre de overdose de heroína, o que faz o usuário ir a óbito é um efeito semelhante ao choque causado pela injeção de mistura de heroína com outras substancias utilizadas para adulterar a droga vendida ilegalmente.

 

Nome Científico: Diacetilmorfina

 

Nome utilizado pelos usuários: Heroína, speedballs (heroína misturada com anfetamina ou cocaína).

 

Status: Droga ilícita.

 

Utilização: Foi utilizada como analgésico para tosse, diarréia, cólicas menstruais, dores de dente e alcoolismo.

 

Sintomas Físicos: A heroína pode causar: náusea, acessos de vomito, colapso das veias, enfermidades infecciosas levando a depressão respiratória, contração das pupilas e estado de fadiga constante. Com o uso repetido, perde-se a fome, os cuidados consigo mesmo, e, entregue ao vicio, o usuário, em poucas semanas torna-se socialmente imprestável.

Efeitos Psicológicos: A droga induz sensações de paz, alívio e satisfação, que se desvanecem em pouco tempo. Após experimentar o estado de euforia, a heroína produz sonolência que leva a prostração e a improdutividade.

 

Tipos de comportamento: O viciado em heroína torna-se apático, letárgico e obcecado pela droga, perdendo o interesse pelo mundo que o cerca.

 

Síndrome de Abstinência: A partir de 4 horas de abstinência, o usuário passa a sentir dores pelo corpo atrozes, febres, delírios, suores frios, náuseas, diarréia, tremores, depressão, perda de apetite, fraqueza, crises de choro, vertigens, cólicas intensas e vômitos (com conseqüente desidratação e perda de peso) assim como irritabilidade angustia, letargia, apatia e medo. A heroína passa a ser usado como alimento do vicio, pois o individuo precisa da droga mais para não sentir os sintomas de sua ausência do que para “curtir” seus efeitos.


Outras substancias vem sendo pesquisadas para resolver o problema do vício em heroína. Uma delas é a metadona, uma mistura química sintética que alivia os sintomas de abstinência de heroína, entretanto, o viciado que não receber a sua dose também está sujeito a sofrer diarréia, insônia e dores de estomago, provocado pela falta da substancia.


Postado por: Bruno Souza Nogueira , em 08/12/2009
Artigo nº: 337 Categoria: Drogas
Titulo do Artigo: HEROÍNA

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