I - INTRODUÇÃO
(Pedir oração)
2. Motivação
a) Quem tem medo de tentar ser santo e não conseguir?
b) Quem já tentou fazer as coisas certas e não conseguiu?
c) Quem gostaria de viver uma vida de santidade?
d) O Espírito Santo nos revela na Carta aos Romanos, capítulo 7, 14-20, toda a nossa fraqueza em relação à santidade. De fato, desejamos fazer, mas muitas vezes fazemos é o mal que não desejamos.
Veremos neste ensino a SOLUÇÃO de Deus para este problema.
e) Querem saber qual é a solução que Deus nos preparar, para vencermos os problemas que temos em relação à santidade?
Então vamos lá.
3. Apresentação do Ensino
a) TEMA: DONS DE SANTIFICAÇÃO (OS SETE DONS)
b) Itens:
b.1) APRESENTAÇÃO DOS DONS DE SANTIFICAÇÃO
b.2) COMPARAÇÃO COM OS DONS CARISMÁTICOS
b.3) UTILIDADE
II – DESENVOLVIMENTO
1. APRESENTAÇÃO DOS DONS DE SANTIFICAÇÃO
a) Conceito
Dons de santificação são os dons infusos, isto é, são aqueles dons que recebemos em decorrência de nossa filiação divina, no momento do nosso batismo.
No exato momento do nosso batismo o Espírito Santo infunde, põe, estes dons em nós, independentemente de nossos merecimen-tos e esforços. São, portanto, uma graça divina que recebemos da parte da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
b) Espécies
1) sabedoria; 2) entendimento (inteligência); 3) ciência; 4) conse-lho; 5) fortaleza; 6) piedade; 7) temor de Deus.
c) Fonte Bíblica
Isaías 11, 1-2
d) Fonte Doutrinária
d.1) Santo Ambrósio, conforme CIC, 1.303, diz: “Lembra-te, por-tanto, de que recebeste o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e força, o Espírito de co-nhecimento e de piedade, o Espírito do santo temor, e conserva o que recebeste. Deus Pai te marcou com o seu sinal, Cristo Senhor te confirmou e colocou em teu coração o penhor do Espírito.”
d.2) CIC, 1299.
2. COMPARAÇÃO COM OS DONS CARISMÁTICOS
a) Semelhanças
a.1) Mesma fonte: O ESPÍRITO SANTO.
a.2) São dádivas de Deus. Não dependem de nosso merecimen-to, mas sim dos méritos (dos merecimentos) de nosso Senhor Je-sus Cristo.
b) Diferenças
b.1) DONS DE SANTIFICAÇÃO:
- O Espírito Santo não espera a manifestação de nossa vontade para dá-los a nós (Os recebemos desde crianci-nha, no nosso batismo, bem como no momento da crisma, que confirma o nosso batismo). Estão infundidos em nós pa-ra serem usados a qualquer tempo. Entretanto o Espírito Santo espera a adesão de nossa vontade para pô-los em operação
- São para nossa santificação.
- Capacitam-nos para sermos testemunhas de Cristo.
b.2) DONS CARISMÁTICOS
- Os recebemos quando acolhemos a efusão (derramamen-to) do Espírito Santo. Por isso são chamados de dons efu-sos, isto é, dons que são derramados em nós juntamente com a efusão do Espírito Santo. Permanecem em nós à me-dida que nos abrimos ao Espírito Santo e à manifestação deles
- São para o serviço da comunidade, para a evangelização.
- Capacitam-nos para anunciarmos o Evangelho com a au-toridade de Jesus e com eficácia.
3. UTILIDADE
a) Utilidade Geral (de todos os sete dons considerados em con-junto)
Sua utilidade geral é nossa santificação.
Por natureza somos pecadores. Para sermos filhos e filhas de Deus, à sua semelhança, necessitamos de sua ajuda. Ele nô-la dá por meio do Espírito Santo que, por sua vez, infunde em nós os dons de santi-ficação. Assim, se desejarmos, poderemos nos tornar imitadores de Jesus Cristo, nosso irmão, o Santo de Deus.
b) Utilidades Específicas
Para nossa santificação, cada um dos sete dons manifestam em nos-sa uma graça própria, especial; cada um possui uma utilidade pró-pria, que, em conjunto com os demais, constróem em nós a santidade que Deus nos preparou.
Vejamos essas utilidades:
1. Ciência (conhecimento) (NÃO CONFUNDIR COM O DOM CA-RISMÁTICO DA CIÊNCIA QUE ESTÁ EM I COR 12)
- Capacita-nos a conhecer a vontade de Deus. É por ele que Deus nos revela sua santíssima vontade, interiormente.
2. Entendimento (inteligência)
- Confere-nos condições para compreender a vontade de Deus e assim aceitá-la melhor, particularmente durante as tribulações.
3. Conselho
- Nos momentos de indecisão, principalmente em relação às boas ações em confronto com os pecados e tentações, o Espírito Santo nos socorre, por meio deste Dom, em forma de moções internas (desejos, inspirações) nos in-dicando (aconselhando) o caminho que seja conforme a vontade de Deus.
4. Sabedoria (NÃO CONFUNDIR COM O DOM CARISMÁTICO DA SABEDORIA QUE ESTÁ EM I COR 12)
- Por este Dom o Espírito Santo nos capacita a escolher a vontade de Deus, afinal, em última análise, sabedoria é a vontade de Deus. Com este dom saberemos a forma com a qual devemos nos conduzir como filhos de Deus.
5. Fortaleza
- Em muitas oportunidades conhecemos a vontade de Deus e a compreendemos; sabemos a decisão que devemos tomar (o caminho que devemos seguir) e como devemos agir em cada situação; mas, face as tribulações (incertezas, dúvi-das, medos, sofrimentos, pressões sociais, tentações) não encontramos forças para agir como filhos de Deus, como pessoas a caminho da santidade. Nestas situações o socor-ro que o Espírito Santo nos dá vem em forma de dom: dom da fortaleza.
Por este dom o Espírito Santo nos dá força, poder, para agirmos como filhos de Deus, mesmos nas maiores tribu-lações e/ou tentações.
6. Piedade
- Este Dom nos leva a nos relacionar com Deus como filhos de fato. É dom que nos ajuda em nossa religiosidade (a-doração em verdade e em espírito, louvor). Ele nos leva a ver a Deus como realmente Ele é (Deus verdadeiro, criador, amorosíssimo, poderosíssimo) e nós como de fato somos (seus filhos amados).
7. Temor de Deus
- Quando realmente amamos uma pessoa, vem junto com es-se amor um forte medo de ofendê-la, de fazê-la sofrer. Es-forçamo-nos de todas as formas para não magoá-la.
O temor de Deus é parecido com este sentimento. O Espíri-to Santo infunde em nós um profundo desejo de jamais ofender a Deus porque Ele nos ama. Desejamos com to-das as nossas forças não desobedecer a Deus, não pecar, não fazer qualquer espécie de mal, tudo porque Ele nos ama. É o dom mais precioso em relação à santidade. Com ele sempre receberemos forças renovadas para vencer as tentações que nos querem arrastar para longe de Deus, para o mal, para o inferno.
III- CONCLUSÃO
1. RESUMO
a) Recapitulação (retomar Itens)
b) Avaliação (indagar, responder perguntas, sanar dúvidas, complementar etc).
c) Fecho (fixação-síntese)
Irmãos e irmãs, como bem sabemos, somos pecadores de fato. Contudo, outro fato que também devemos considerar é que somos filhos de Deus (I João 3, 1). Assim, temos em nós, desde a perversão de nossa natureza, duas tendên-cias: uma para o pecado, outra para a santidade (Romanos 7, 14-20). Mas Deus, nos conhece como ninguém, sabedor do que necessitamos para usufruirmos da santidade que Ele mesmo nos preparou, envia-nos a sua ajuda, na pessoa do Espírito Santo. Este, por sua vez, nos auxilia no caminho da santidade, para que fiquemos parecidos com Jesus Cristo, o Santo de Deus, infundindo em nós os sete dons de nossa santificação.
2. Convite à Ação
Portanto, abramo-nos a esta diviníssima ajuda. Peçamos, agora, de pé, os sete dons de nossa santificação ao Espírito Santo.
3. Oração Final
- Pedir perdão.
- Aceitar (dizer que aceita) os sete dons.
- Pedir ao Espírito Santo os sete dons de santificação.