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Caráter Do Ato Sexual Conjugal: Unitivo E Procriativo

Deus criou o homem e a mulher e instituiu o matrimônio para que através dele ambos “já não sejam mais que uma só carne” (Gênesis, 2, 24). A partir da concretização do sacramento matrimonial o casal é chamado a viver uma vida a dois em vários aspectos, dentre eles, na intimidade sexual.

 

Da união (inclusive união sexual) do casal Deus suscitou suas ordens: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gênesis 1, 28).

Com essas palavras o Senhor nos ensina qual é o verdadeiro sentido do ato sexual conjugal, o momento em que “o homem e a mulher se doam um ao outro com atos próprios e exclusivos dos esposos” (Catecismo da Igreja Católica, 2361). A relação sexual do casal tem duas finalidades, a primeira delas é a função unitiva e a segunda, a função procriadora. A relação sexual, em primeiro lugar, assume sua função unitiva, deve ser fonte de união dos esposos.

 

União essa, não apenas dos corpos, mas também união espiritual e união da vida. A cada dia o casal deve vivenciar sua vida sexual buscando unirse e doar-se um ao outro. O ato sexual deve ser vivido em profundidade pelo casal para se tornar fonte de união e crescimento de ambos. Por isso é importante não negligenciar atenções a estes momentos íntimos que foram planejados por Deus para ser fonte de graça para a comunhão conjugal. Estes momentos não devem ser vistos como algo impuro ou errado.

 

 A vivência do prazer sexual do casal faz parte dos planos de Deus para a vida matrimonial. A vivência da intimidade sexual deve manter sua pureza restringindo-se à manifestação de carinho entre os esposos e a união dos órgãos sexuais. As deturpações sexuais mundanas propostas como contatos sexuais orais ou anais devem ser excluídas, garantindo ao casal a vivência de uma vida sexual moralmente correta e sadia, dentro do projeto de Deus.

Após compreender a função primeira do ato sexual conjugal (unitiva) e após a vivência desta realidade, abre-se a compreensão para a sua segunda função. Em segundo lugar, a relação sexual do casal foi instituída por Deus a fim de assumir sua função procriadora. Através da união dos corpos dos esposos Deus desejou conceder a eles a concepção de uma nova vida, tornando-os assim, participantes do ato criador do Pai, mesmo que raramente sejam dignos dessa dádiva. O ato sexual do casal tem como função a geração de vidas, a procriação de seres humanos à imagem e semelhança de Deus.

 

 A função procriadora é o motivo pelo qual todo ato sexual do casal deve estar aberto à vida, isto é, não deve haver nada que impeça a concepção de uma nova vida. Por isso, não é lícito ao casal utilizar métodos de anticoncepção como pílulas anticoncepcionais, dispositivo intra-uterino, camisinha ou outros, conforme instrui a carta encíclica Humanae Vitae, mesmo que por trás de tal atitude exista uma boa intenção.

 

 “É intrinsecamente má toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” (Catecismo da Igreja Católica, 2370)

Não há nenhuma objeção quanto à utilização pelo casal dos períodos de não fertilidade do ciclo feminino para relações sexuais, já que a função unitiva será cumprida e a relação sexual permanecerá aberta à vida, embora as condições sejam desfavoráveis à concepção. Mas não é correto que o ato sexual seja fechado à vida, que seja impossibilitada a ação procriadora através da utilização de diversos métodos.

 

 Da mesma forma, como o ato sexual tem a função procriadora, não é lícito ao casal fazer uso de métodos de fecundação artificial em caso de dificuldade para conceber. Fazendo uso dessa tecnologia o casal estaria retirando a função procriadora do ato sexual e colocando-a em mãos humanas, no caso, de médicos ou biólogos. É inadmissível dissociar a ação criadora da vida do ato de amor que une o casal. O início de uma nova vida concebida deve se realizar na intimidade do casal ao doarem-se um ao outro na relação sexual. Deus, com a participação do casal, tece a nova vida que está por vir. “Fostes vós que me plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe” Salmo 138, 13

A Igreja Católica compreende através dos ensinamentos de Cristo, das leis morais e da tradição que não deve haver relação sexual conjugal sem abertura à vida e que a ação criadora de um novo ser não pode estar dissociada da relação sexual do casal. Dessa forma podemos compreender que ambas as funções do ato sexual conjugal, unitiva e procriativa, devem ser vividas de forma plena, respeitosa e indissociável.

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Postado por: ADM, em 28/07/2012, na(s) categoria(s): Sexualidade |
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